As acusações mais graves contra a Rússia nos últimos anos

Assassinato de Litvinenko
Assassinato de Nemtsov
Acidente da Malaysia Airlines
Envenenamento de Yushchenko
Assassinato de Anna Politkovskaya
Morte de Boris Berezovsky
Envenenamento de Skripal
Interferência nas eleições presidenciais nos Estados Unidos
Interferência nas eleições presidenciais da França
Espionagem na Alemanha
Espionagem massiva
Ataque cibernético contra a OPCW
Assassinato de Litvinenko

Caso de assassinato por envenenamento. Em 2006, o mundo todo falava do caso do ex-espia russo Alexander Litvinenko que, em 2002, fugiu da Rússia depois de denunciar a suposta corrupção do governo de Vladimir Putin. Exilado em Londres, morreu três semanas depois de ingerir uma dose de polônio 210.

Assassinato de Nemtsov

O opositor russo Boris Nemtsov foi abatido a tiros nas ruas de Moscou em 2015. Dois anos depois, cinco homens foram julgados e sentenciados a penas de prisão de entre onze a vinte anos. Entretanto, o autor intelectual do assassinato nunca foi encontrado. O advogado da família descreveu a investigação como fiasco total.

Acidente da Malaysia Airlines

Os Países Baixos e a Austrália acusaram, abertamente, a Rússia da morte dos seus cidadãos no voo MH17 na Ucrânia. Segundo os investigadores do caso, o míssil que derrubou o avião da Nalaysia Airlines em 2014 procedia da Brigada Antiaérea russa número 53, com sede em Kursk.

 

Envenenamento de Yushchenko

Em 2004, depois da chamada "Revolução Laranja", Viktor Yushchenko se encontrava em plena campanha eleitoral. O político ucraniano, hostil à Moscou, apareceu de repente com o rosto desfigurado, a denunciar uma tentativa de eliminá-lo. Segundo laudos médicos, foi envenenado com dioxina, algo que não o matou graças às intervenções cirúrgicas que superou.

 

Assassinato de Anna Politkovskaya

A jornalista Anna Politkovskaya foi assassinada em Moscou em 2006. Foi peça chave na cobertura da Guerra da Chechénia e denunciou várias violações dos direitos humanos. Antes de morrer, foi vítima de um sequestro que durou 48 horas, além de ser presa em várias ocasiões. Também havia sofrido uma tentativa de envenenamento.

 

Morte de Boris Berezovsky

Formou parte do círculo mais íntimo do presidente Boris Yeltsin e, como outros oligarcas, reuniu uma grande fortuna no final do regime Comunista Russo, em 1991. Entretanto, Boris Berezovsky terminou exilado em Londres. Em 2013, o corpo dele foi encontrado sem vida em sua casa. Um suicídio suspeitoso.

 

Envenenamento de Skripal

O ex-espia Sergei Skripal e sua filha caíram desfalecidos em um banco da pequena cidade de Salisbury, em março de 2018. Londres, Paris, Berlim e Washington acusaram a Rússia, em uma declaração conjunta, da tentativa de assassinato de Skripal, por envenenamento. Diante do silêncio de Moscou, Londres finalmente expulsou 23 diplomatas russos do país.

 

Interferência nas eleições presidenciais nos Estados Unidos

A Rússia foi declarada como um elemento chave durante a campanha eleitoral do republicano Donald Trump contra a democrata Hillary Clinton nos Estados Unidos. Moscou haveria usado, em diferentes ocasiões, mecanismos para facilitar a chegada de Trump à Casa Branca: notícias falsas, infiltrações no sistema informático do Partido Democrata e um suposto roubo e posterior publicação de emails de Hillary Clinton.

 

Interferência nas eleições presidenciais da França

A Rússia também foi apontada durante as últimas eleições presidenciais da França. Depois de vários ataques informáticos ao site da campanha de Emmanuel Macron, o candidato não duvidou em acusar o Kremlin.

Espionagem na Alemanha

Em fevereiro de 2018, fontes próximas aos serviços de inteligência alemães revelaram que "hackers russos" haviam se infiltrado, pelo menos durante um ano, na rede informática da Administração Federal. Uma rede conectada à chanceleria, ministérios, Tribunal de Contas, Serviços de Segurança e as duas Câmaras do Parlamento.

 

Espionagem massiva

Em maio de 2018, Washington e Londres emitiram um comunicado para advertir dos perigos de uma campanha mundial de ataque cibernético massivo russo lançado em 2015. Os principais objetivos seriam "governos e organizações do setor privado, fornecedores de infraestruturas críticas e de serviços de internet".

 

Ataque cibernético contra a OPCW

Em 2018, os Serviços de Inteligência holandeses frustraram um ataque cibernético russo contra a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPCW), com sede na Haya. O ministro de Defesa, Ank Bijleveld, deportou quatro agentes russos acusados de estacionar um veículo cheio de equipamentos eletrônicos perto da sede da OPCW, a tentar hackear seu sistema de informática.

 

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