Seca e guerra aprofundam fome na Somália

Fome na Somália
Somália declarou estado de emergência
Insegurança alimentar
A pior seca em 40 anos
20 milhões de pessoas podem sofrer fome aguda
Mais de um milhão de crianças com necessidade urgente de tratamento
Crise climática
Pior que a fome de 2011
Uma combinação de desnutrição e doença
Desnutrição e doenças
Guerra na Ucrânia
Preços de alimentos em alta
Uma corrida contra o tempo
Corrida contra o tempo
A presença de combatentes dificulta o acesso ao sul da Somália
A falta de fundos
Juntos pelo país
Urgência
Ajuda internacional
O G-7 discutirá a situação
Mudanças climáticas: a maior ameaça à saúde da humanidade
Fome na Somália

A Organização das Nações Unidas fez um alerta ao mundo sobre a fome na Somália e iminente onda de mortes de crianças no Chifre da África (noroeste do continente). Apela-se urgentemente por fundos para salvá-las da desnutrição.

Somália declarou estado de emergência

Quatro temporadas consecutivas sem chuva provocaram uma seca severa no país e levou o governo a declarar estado de emergência.

Insegurança alimentar

As agências da ONU também garantem que cerca de 7,1 milhões de somalis (quase metade da população) enfrentam níveis agudos de insegurança alimentar. Isto significa que mal conseguirão obter as calorias mínimas que precisam.

A pior seca em 40 anos

O Chifre da África lida agora com um evento climático não visto em pelo menos 40 anos, segundo especialistas.

20 milhões de pessoas podem sofrer fome aguda

Se a seca persistir, até 20 milhões de pessoas sofrerão de fome aguda até o final do ano, segundo o Programa Mundial de Alimentos.

Mais de um milhão de crianças com necessidade urgente de tratamento

A UNICEF relata que mais de 1,7 milhão de crianças na Etiópia, Quênia e Somália precisam, urgentemente, de tratamento para desnutrição aguda grave, a forma mais mortal da doença. Só na Somália são cerca de 386 mil.

Crise climática

Rania Dagash-Kamara, vice-diretora regional do UNICEF para a África Oriental e Austral, disse em comunicado que os riscos são particularmente altos para as crianças da Somália. Elas estão na linha de frente da crise climática.

Imagem: Gyan Shahane/Unsplash

Pior que a fome de 2011

“2011 foi um ano de fome, mas agora superamos os números que tínhamos na época, que era de 340 mil crianças necessitadas (na Somália)”, disse Dagash-Kamara.

Uma combinação de desnutrição e doença

Mais de um quarto de milhão de pessoas morreram na fome somali de 2011. Metade delas eram crianças com menos de cinco anos.

Desnutrição e doenças

Dagash-Kamara diz que as causas estão relacionadas a uma combinação de desnutrição e doenças mortais, como sarampo e cólera.

Guerra na Ucrânia

A Guerra na Ucrânia também tem agravado a situação.  "Somente a Somália importava 92% de seu trigo da Rússia e da Ucrânia, mas as linhas de fornecimento agora estão bloqueadas", são as palavras de Dagash-Kamara.

Preços de alimentos em alta

A guerra está exacerbando os preços globais de alimentos e combustíveis. Isto significa que muitos na Etiópia, Quênia e Somália não podem mais comprar os alimentos básicos que precisam para sobreviver”, disse ela.

Uma corrida contra o tempo

“Devemos agir imediatamente para evitar uma catástrofe humanitária”, disse El-Khidir Daloum, diretor nacional do Programa Mundial de Alimentos na Somália.

Corrida contra o tempo

“As vidas dos mais vulneráveis já estão em risco de desnutrição e fome. Não podemos esperar por uma declaração de fome para agir. É uma corrida contra o tempo”, completou.

A presença de combatentes dificulta o acesso ao sul da Somália

Em particular risco de fome está o sul da Somália, onde a presença de combatentes do al-Shabab, um grupo armado islâmico, torna o acesso humanitário um desafio.

A falta de fundos

O Plano de Resposta Humanitária da ONU para 2022 é apenas 18% financiado, até o momento. A Somália está competindo com outros pontos de emergência globais por financiamento, à medida que a insegurança alimentar cresce.

Juntos pelo país

Um dos primeiros atos do novo presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, foi designar uma pessoa para liderar esta crise. Trata-se de Abdirahman Abdishakur Warsame, que concorreu contra ele para o cargo.

Urgência

Warsame disse ao The Guardian que espera que um plano seja implementado, em breve, para controlar os altos preços de alimentos e combustíveis.

Ajuda internacional

“Pedimos à comunidade internacional que atue rápido, enquanto ainda temos alguma esperança de evitar a fome generalizada na Somália”, disse o representante da FAO na Somália, Etienne Peterschmitt.

Imagem: Mathias Reding/Unsplash

O G-7 discutirá a situação

As agências pedem o apoio do G-7, que se reunirá na Alemanha em breve. Acredita-se que os países avançados do bloco têm o poder de evitar uma catástrofe que não precisa e não deve acontecer.

Mudanças climáticas: a maior ameaça à saúde da humanidade

Um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde em 2021 alertou que as mudanças climáticas são a “maior ameaça à saúde que a humanidade enfrenta”.

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