O que você precisa saber sobre a Ômicron: gravidade, casos, vacinas

A chegada da Ômicron
A comunidade científica está preparada
'Variante de preocupação'
As mutações ficam mais fortes através da seleção evolutiva
Mais forte
Aumento do risco de reinfecção
Nossas vacinas funcionam contra a Ômicron?
O que as farmacêuticas dizem?
Uma promessa de 100 dias
Uma ameaça a nossa imunidade
Início de 2022
Países com menos vacinados: os mais prejudicados
A Ômicron já está na Europa e Grã-Bretanha
Sem novas restrições nos EUA
Melhor prevenir do que remediar?
Aumento de contágios anterior à chegada da ómicron
Inverno
A experiência é útil para lidar com a Ômicron
A chegada da Ômicron

A nova variante do coronavírus tem causado preocupação em todo o mundo. Dezenas de países como o Brasil e os Estados Unidos, além da União Europeia, limitaram seus tráfegos aéreos aos países da África Austral, onde a Ômicron foi detectada pela primeira vez.

A comunidade científica está preparada

Ainda é cedo para acreditar que a nova variante provocará um retorno à situação dos primeiros meses da pandemia, com confinamentos e bloqueios completos. Os especialistas agora sabem muito mais sobre o coronavírus e estão melhor preparados para lutar contra ele.

'Variante de preocupação'

No dia 26 de novembro, a Organização Mundial de Saúde definiu a Ômicron como uma "variante preocupante", já que carrega cerca de 32 mutações da proteína spike, as partes de um vírus que interagem com as células. A variante Delta, que rapidamente se tornou uma cepa dominante no mundo, tem apenas 10 mutações.

As mutações ficam mais fortes através da seleção evolutiva

Jesse Bloom, um biólogo do Fred Hutchinson Cancer Research Center, explicou ao The New York Times porque os especialistas estão preocupados com esta nova variante. “Em princípio, as mutações podem atuar umas contra as outras”, diz ele.

Mais forte

"Neste caso, a seleção evolutiva tem mais probabilidade de levar à disseminação de uma nova variante com combinações favoráveis de mutações do que uma variante com combinações desfavoráveis." Em outras palavras: a variante recém-descoberta provavelmente ficou mais forte como resultado da seleção natural.

Aumento do risco de reinfecção

Levará semanas para que os especialistas estudem completamente a Ômicron, mas a OMS já divulgou dados preliminares que mostram um "risco maior de reinfecção em comparação com outras variantes preocupantes."

(Na foto, Tedros Adhanom, Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde).

Nossas vacinas funcionam contra a Ômicron?

No entanto, uma nova variante não significa necessariamente que uma nova vacina seja necessária. The New York Times garante que, no momento, existem dezenas de equipes científicas trabalhando sem parar em todo o mundo para descobrir se os imunizantes atuais funcionam contra a Ômicron.

O que as farmacêuticas dizem?

Empresas farmacêuticas como AstraZeneca, Moderna, Johnson & Johnson, Pfizer e BioNTech indicaram ao CNBC que estão ia investigar a variante Ômicron conforme ela evolui.

Uma promessa de 100 dias

Pfizer e BioNTech comunicaram à agência Reuters que, embora esperem mais informações em breve, estimam que uma nova vacina projetada para a Ômicron pode estar pronta em cerca de 100 dias.

Uma ameaça a nossa imunidade

Uma declaração da Moderna, publicada no mesmo dia em que a OMS declarou a Ômicron preocupante, argumenta que a combinação de mutações na variante “representa um risco potencial significativo que pode acelerar o declínio da imunidade natural e induzida pela vacina”.

Início de 2022

Para a CNBC, Paul Burton, diretor médico da Moderna, prevê que uma nova vacina poderia estar pronta "no início de 2022", quando começaria a ser produzida em grandes quantidades. Segundo a  farmacêutica, centenas de seus empregados foram mobilizados para estudar a Ômicron.

Países com menos vacinados: os mais prejudicados

Até agora, apenas uma injeção de reforço de uma das vacinas licenciadas existentes foi recomendada como uma estratégia improvisada contra a variante Ômicron. Especialistas citados pelo The Guardian concordam que os efeitos da Ômicron serão maiores em países com menos pessoas vacinadas.

A Ômicron já está na Europa e Grã-Bretanha

Reino Unido, Canadá, Austrália, Japão, Alemanha, Holanda, Itália e Espanha estão entre os países que relataram casos da variante Ômicron até o momento. Na foto, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, visita pessoas que receberam a dose de reforço em um hospital de Londres.

Sem novas restrições nos EUA

Com relação à variante Ômicron, os governos expressaram preocupação, mas há diferenças de tom entre os vários países. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, por exemplo, descreveu a nova variedade como "motivo de preocupação, não de pânico". Ele acrescentou que, no momento, não são necessários novos bloqueios ou medidas restritivas.

Melhor prevenir do que remediar?

Outros países optaram por medidas radicais. O Japão, por exemplo, proibiu todos os estrangeiros de entrarem no país. Um único caso detectado levou o governo a decretar o fechamento total das fronteiras.

Aumento de contágios anterior à chegada da ómicron

Antes da descoberta da Ômicron, Áustria, Rússia e Países Baixos já haviam implantado rígidas restrições para conter o número crescente de casos de covid-19 em seus territórios.

Inverno

O risco de aumento de casos de covid-19 no inverno já era motivo de preocupação para as nações do hemisfério norte. Lugares como a Madri, (foto) na Espanha, o Texas enfrentaram tempestades de neve nunca vistas antes, no começo de 2021.

A experiência é útil para lidar com a Ômicron

Ainda não sabemos muito sobre a Ômicron e ainda há muito trabalho a ser feito, especialmente se outras variantes aparecerem. No entanto, a experiência de dois anos lidando com o coronavírus é de grande ajuda para a comunidade científica. E a vacina ainda é a resposta.

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