Putin aumenta aposta na Ucrânia: assim foi seu discurso!

Um salto qualitativo de Putin
Discurso
Ele não falou sobre
Civis no front
Ameaças
300 mil pessoas serão convocadas
Turbulência interna na Rússia
Referendos nas áreas ocupadas pelos russos
Atacar territórios ocupados seria atacar a Rússia
Conflito crônico
Os apelos de paz não surtiram efeito
Desespero?
Ucrânia avança
A sociedade russa sofrerá
A subida continua
Um salto qualitativo de Putin

Putin convocará reservistas e cidadãos russos com experiência militar para lutar na Ucrânia. Este é, para seu país, um salto qualitativo no conflito.

Discurso

O líder russo fez este anúncio de mobilização em um discurso à nação, na manhã desta quarta-feira (21).

Ele não falou sobre "guerra" oficialmente, mas...

Putin reafirma sua postura, a pedido da ala mais dura do Kremlin, mas não pronunciou a palavra "guerra" em seu discurso. Oficialmente, é uma "operação militar especial" o que segue em vigor na Ucrânia.

Civis no front

Putin evita fazer um chamado geral da população, mas poderia, a qualquer momento, exigir que milhares de cidadãos marchem para o front. A guerra não seria mais apenas um assunto para soldados profissionais.

"O Ocidente quer nos destruir"

No discurso de Putin, houve frases tão contundentes quanto uma acusação aos adversários da Rússia no mundo. "O Ocidente quer nos destruir" foi a manchete da agência estatal Tass.

Ameaças

Segundo o France 24, Putin garantiu que o objetivo é defender a Rússia e que "todos os meios disponíveis" seriam usados para isso.

300 mil pessoas serão convocadas

O Ministério da Defesa russo anunciou, logo após o discurso, que 300 mil pessoas serão mobilizadas para participar dos combates em andamento na Ucrânia.

Turbulência interna na Rússia

A iniciativa responde à turbulência interna no país, após as recentes perdas de territórios ocupados na Ucrânia. Embora uma parte da população prefere que as coisas permaneçam como estão, há quem peça, ao governo russo, uma declaração oficial de guerra e a mobilização de toda a população jovem.

Referendos nas áreas ocupadas pelos russos

Além disso, de acordo com The New York Times, Putin planeja convocar referendos nos territórios ucranianos, ocupados por suas tropas, para que as pessoas votem, oficialmente, por sua incorporação à Rússia. Isso teria consequências.

Atacar territórios ocupados seria atacar a Rússia

Se a Rússia, por meio dessas consultas altamente questionáveis, anexar oficialmente essas áreas ocupadas, qualquer ataque seria um ataque direto à Rússia. O que poderia, eventualmente, levar à declaração de uma guerra defensiva.

Conflito crônico

Seja como for, o compromisso de Putin de aumentar a força na Ucrânia significa uma cronificação do conflito. A paz está mais longe.

Os apelos de paz não surtiram efeito

Por mais que os líderes da China, Índia e Turquia (aliados de Putin) tenham feito apelos, recentemente, para diminuir o nível do conflito e chegar a acordos, Putin não escutou.

Desespero?

De acordo com The New York Times, esses últimos movimentos de Putin foram descritos como puro "desespero", pelas autoridades ucranianas.

Ucrânia avança

As forças ucranianas recuperaram terreno em uma ofensiva surpreendente e, inclusive, na televisão russa, falou-se de "erros" militares óbvios das tropas russas.

A sociedade russa sofrerá

O recrutamento de reservistas vai fazer com que a sociedade russa sofra a guerra diretamente em suas casas. Até agora, os civis só iam lutar na Ucrânia de forma voluntária.

A subida continua

Mas o resumo do discurso de Putin é simplesmente que a escalada continua e o perigo de conflagração global também.

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