É o fim do Facebook?

O que está acontecendo com o Facebook?
De Pessoa do Ano a c a p a devastadora
Nem tudo é como antes
A queda do Facebook, Instagram e WhatsApp
Dano à reputação
Contas VIP que podem fazer o que quiserem no Facebook
Facebook fica ultrapassado
Tik Tok é a rede emergente
Facebook é cringe
Perda de credibilidade
A trama Cambridge Analytica
Propaganda política de precisão
Erros graves
Instagram: a grande esperança que se extingue
O Instagram causa problemas em adolescentes?
A rede da exibição
Acusações contra Zuckerberg por permitir mensagens de ódio
Regular a mídia social
Facebook resiste
E o TikTok se comporta bem com seus usuários?
O começo do fim ou talvez tudo continue igual
Metaverso
Projeto milionário
O que está acontecendo com o Facebook?

Aquela que foi a principal rede social do planeta, inventada Mark Zuckerberg, em 2004, quando ainda era um jovem estudante de Harvard, está em crise. Pelo menos esse é o rumor que paira na mídia e no mundo dos negócios.

De Pessoa do Ano a c a p a devastadora

A revista TIME escolheu Mark Zuckerberg como o personagem mais relevante de 2010. Ele tinha 26 anos. Uma década depois, a mesma publicação dedicou a ele uma c a p a devastadora, na qual insinua um possível fim de um império invencível.

Nem tudo é como antes

Há poucos anos, em 2018, um relatório exaustivo redigido por especialistas de vários países concluiu que o Facebook tinha mais de 2 bilhões de usuários ativos e que seu crescimento não pararia. Mas, hoje, a sensação é de que esta plataforma entrou em declínio.

A queda do Facebook, Instagram e WhatsApp

A pane mundial do Facebook, Instagram e WhatsApp, ocorrida em outubro de 2021, afetou Zuckerberg e a credibilidade tecnológica de seu império. Esse episódio causou uma queda no mercado de ações do Facebook e um prejuízo de 6 bilhões de dólares, de acordo com a Bloomberg.

Dano à reputação

No mesmo mês, Frances Haugen, uma ex-funcionária do Facebook, acusou, perante o Congresso dos Estados Unidos, a empresa de pensar exclusivamente em benefícios econômicos e não prestar atenção nas mensagens de ódio publicadas dos usuários. A rede social, é claro, negou tal coisa.

Contas VIP que podem fazer o que quiserem no Facebook

Mas as revelações de Frances Haugen coincidem com uma investigação do The Wall Street Journal que revelou a existência de uma lista VIP de usuários. Celebridades e políticos podiam publicar o que quisessem em seus perfis, por mais pernicioso que fosse e até mesmo se violasse as regras do Facebook. Donald Trump, é claro, seria um deles.

Facebook fica ultrapassado

O crescimento do Facebook (e até do Instagram) entre os jovens também tem sido questionada. De acordo com o site especializado eMarketer, não supera 1%, nos Estados Unidos, um percentual muito baixo para uma rede que aspira permanentemente volumes extraordinários.

Tik Tok é a rede emergente

Outro motivo do possível declínio do Facebook e do Instagram é a atual preferência dos jovens pelo Tik Tok. A plataforma reúne 32,5% dos usuários entre 10 e 19 anos e 41% entre 16 e 24 anos.

Na foto, Charli D'Amelio, que tem 126,4 milhões de seguidores no Tik Tok.

 

Facebook é cringe

Já a imensa população de usuários do Facebook faz parte de faixas etárias anteriores, o que a tem definido como “uma rede social para pessoas mais v e l h a s”. E isso destrui qualquer possibilidade de crescimento.

Imagem: Solen Feyissa / Unsplash

Veja também: Cringe? Saiba que a geração você pertence!

Perda de credibilidade

Mas talvez o grande problema do Facebook seja a suspeita de que usa os dados dos usuários de maneira não confiável e inclusive ilegal. Isso poderia ter influenciado inclusive na política.

Foto: Lukas Blazek / Unsplash

A trama Cambridge Analytica

Uma investigação do The Guardian, The New York Times e The Observer relatou que a plataforma vendeu informações detalhadas sobre seus usuários para a consultoria Cambridge Analytica.

Propaganda política de precisão

A empresa, por sua vez, usou os dados para fazer propaganda altamente personalizada em favor de Donald Trump nas eleições de 2016. Sabendo do dia a dia e dos gostos de cada pessoa, adaptou as mensagens que lhes chegavam.

Erros graves

Desde então, a suspeita de que o Facebook faz negócios com dados confidenciais de seus usuários está no ar. Mark Zuckerberg admitiu que com a Cambridge Analytica um erro foi cometido, assim como a lista VIP.

Instagram: a grande esperança que se extingue

A aquisição do Instagram foi a grande aposta do Facebook para renovar e rejuvenescer sua imagem. Mas também houve sérias acusações contra a maneira como esta rede é gerenciada.

Imagem: Kate Torline / Unsplash

O Instagram causa problemas em adolescentes?

Um vazamento para o The Wall Street Journal indicou que o Facebook tinha estudos internos sobre os efeitos negativos do Instagram no público adolescente.

A rede da exibição

Falou-se de 30% de jovens que depois de usar o Instagram “se sentiram mal com o corpo”. De acordo com o The Wall Street Journal, o Facebook não fez nada para tornar o Instagram mais saudável para este público.

Foto:  Timon Studler / Unsplash

Acusações contra Zuckerberg por permitir mensagens de ódio

Existe ainda uma acusação perene de que o Facebook (e as mídias sociais em geral) acaba contribuindo para episódios como a invasão do Capitólio. Na foto, um cartaz com o rosto de Zuckerberg vestido como o Homem Bisonte.

Regular a mídia social

Nos Estados Unidos e na União Europeia, há anos existe um movimento para regulamentar ainda mais a atividade do Facebook e de outras redes sociais, que até agora vivem em liberdade quase absoluta.

Facebook resiste

De qualquer forma, falar sobre a morte do Facebook seria uma audácia. O aplicativo soma, ao lado do Instagram, WhatsApp e Facebook Messenger, um número milionário de downloads. Apesar disso, o mais baixado em 2020 foi o TikTok.

E o TikTok se comporta bem com seus usuários?

Mas o comportamento do TikTok com seus usuários é impecável? Não espalha conteúdo prejudicial? Não negocia com nossos dados? No momento, não se sabe. A pressão da mídia e da classe política a que Zurckerberg está sujeito não é vivida pelo TikTok, rede social com capital chinês.

Imagem: Olivier Bergeron / Unsplash

O começo do fim ou talvez tudo continue igual

O Facebook pode ter iniciado um lento declínio, mas talvez não seja sinal de sua morte. De acordo com o site The Verge, Mark Zuckerberg quer mudar o nome da plataforma e sua função.

Metaverso

A ideia consiste em desenvolver o “metaverso”, um universo virtual muito mais ambicioso e imersivo que o Facebook atual. O termo surge da literatura de ficção científica e foi criado pelo escritor Neal Stephenson no livro ‘Snow Crash’, de 1992.

Projeto milionário

Zuckerberg prevê investir milhões de dólares em seu "metaverso". Uma aposta que pode significar um passo gigante para a companhia, neste momento em que tanto o Facebook quanto os aplicativos associados parecem esmorecer.

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