A Grande Demissão: por que milhões de pessoas estão deixando seus empregos?

Começou nos Estados Unidos
A pandemia nos fez repensar nossas vidas
4,3 milhões de pedidos de demissão nos EUA
Setores afetados
Falta força de trabalho
Faltam transportadores no Reino Unido
Escassez de caminhoneiros na Europa
A pandemia como principal causadora das demissões
Demissões no setor de saúde
Preferência pelo homeoffice
Mais tempo para a vida
Prioridades
Aposentadorias massivas
Como fazer os trabalhadores felizes?
Saúde mental ou como a pandemia cobra seu preço
Talvez, simplesmente, devamos melhorar os salários
Uma oportunidade para redefinir o trabalho
A importância do conforto pessoal
E se a Grande Renúncia for um mito fugaz?
Menos trabalho, mais vida
O coronavírus mudou tudo
Os reais efeitos da Grande Renúncia
Começou nos Estados Unidos

Milhões de pessoas em todo o mundo têm abandonado seus empregos. O fenômeno tem uma dimensão tão grande que já ganhou até um nome: A Grande Demissão. Tudo começou nos Estados Unidos, mas essa renúncia em massa já foi detectada em outros países desenvolvidos. O que está acontecendo?

A pandemia nos fez repensar nossas vidas

"A Grande Demissão" (ou "A Grande Renúncia") é um termo criado pelo psicólogo Anthony Klotz, da Texas A&M University. Em maio de 2021, com a redução da mortalidade por covid-19, graças às vacinas, ele previu que as pessoas deixariam seus empregos atuais após um processo que ele definiu como "epifanias pandêmicas".

Na foto, um motorista da Amazon, exausto, durante percurso em Washington DC, em abril de 2021.

4,3 milhões de pedidos de demissão nos EUA

Os números são assustadores: 2,9% da força de trabalho dos EUA (cerca de 4,3 milhões de funcionários) renunciaram a seus cargos em 2021, de acordo com dados do Departamento do Trabalho, citados pela CNBC.

Setores afetados

Já o Reino Unido não sabe o que fazer com mais de um milhão de vagas de trabalho disponíveis (neste caso, o BREXIT também influenciou a esta situação). O setor de alimentação tem sido um dos mais afetados, assim como o de hotelaria.

Falta força de trabalho

A demanda por mão de obra costuma ser um sinal de um mercado de trabalho saudável. No entanto, como a economia global se recupera da pandemia, muitos estabelecimentos como o Walmart, por exemplo, enfrentam uma escassez alarmante de empregados.

Faltam transportadores no Reino Unido

A Grande Demissão afeta a cadeia de suprimentos global em mais de uma maneira. O Reino Unido luta para encontrar motoristas de caminhão capazes de transportar mercadorias em todo o país.

Escassez de caminhoneiros na Europa

O BREXIT e suas restrições à mão de obra estrangeira são causas óbvias. Mas existem outros fatores a serem considerados. Na verdade, há uma escassez de caminhoneiros em toda a Europa.

A pandemia como principal causadora das demissões

Os especialistas estão divididos sobre o que tem levado à Grande Renúncia. A causa principal seria a covid-19. De acordo com a Harvard Business Review, as taxas de demissões dispararam em indústrias e setores que tiveram uma alta carga de trabalho durante a pandemia.

Demissões no setor de saúde

É o caso dos profissionais de saúde. Depois de um período de emergência e de trabalho estressante, há pessoas que querem outro emprego ou exigem melhores salários. Na imagem, um protesto de enfermeiras na Califórnia.

Preferência pelo homeoffice

Uma análise da NPR (prestigiada rádio pública americana) sugere que muitos profissionais se acostumaram com a maior flexibilidade que o homeoffice ofereceu durante o confinamento.

Mais tempo para a vida

Os trabalhadores ficaram mais próximos de suas famílias, reduziram as chances de contágio e puderam evitar a perda de tempo no trânsito. Alguns não querem que essa liberdade desapareça e, por isso, deixam seus empregos quando forçados a retornar ao escritório.

Prioridades

Considera-se que a pandemia fez com que muitas pessoas parassem para pensar em suas vidas. Passar a maior parte do tempo trabalhando não parece mais uma prioridade. Se um vírus pode acabar com a nossa existência de repente, queremos que o trabalho seja tudo no nosso dia a dia?

Aposentadorias massivas

Outro aspecto a levar em consideração é a idade. Alguns especialistas acreditam que a pandemia acelerou o processo de aposentadoria dos funcionários mais velhos. Enquanto isso, as novas gerações procuram empregos diferentes e têm outras prioridades.

(Foto: bruce mars / Unsplash)

Como fazer os trabalhadores felizes?

Muitos empregadores, agora, procuram respostas sobre o que fazer para manter seus empregados satisfeitos e atrair novos trabalhadores. A revista Forbes observou que as sextas-feiras de pizza grátis ou viagens em grupo não funcionam mais como incentivos. Queremos mais de nossos empregos.

(Foto: Cherrydeck / Unsplash)

Saúde mental ou como a pandemia cobra seu preço

Novas fórmulas são buscadas, como dias dedicados  a saúde mental para lidar com traumas relacionados ao coronavírus; opção de alternar o trabalho em casa e no escritório etc. Na foto, um professor da UNLV nos Estados Unidos ministra uma aula online do campus.

Talvez, simplesmente, devamos melhorar os salários

No ambiente sindical acredita-se que este é o momento certo para oferecer salários mais justos. Na foto, um protesto do British National Health Service em defesa de melhores condições de trabalho.

Uma oportunidade para redefinir o trabalho

Em um artigo escrito pela professora universitária americana Erika Rodríguez no The Guardian, ela diz que esta é uma oportunidade única em uma geração de redefinir o trabalho.

A importância do conforto pessoal

“Depois de anos de aumento de preços e salários estagnados, a pandemia revelou o valor do trabalho, a futilidade de deslocamento e cultura de escritório, e a importância de encontrar conforto pessoal em tempos de crescente precariedade" explica. Na imagem, um entregador de comida protesta em Berlim.

E se a Grande Renúncia for um mito fugaz?

Claro, já há quem diga que a Grande Renúncia é um mito fugaz e que, uma vez superada a pandemia, as pessoas vão voltar aos seus empregos. Principalmente quando o que as pessoas  conseguiram economizar se esgote.

Menos trabalho, mais vida

Mas a pandemia não acabou totalmente e a experiência coletiva de evitar o vírus permanecerá por muito tempo. Talvez a Grande Renúncia tenha menos a ver com o trabalho e mais a ver com nossos planos de vida em geral.

O coronavírus mudou tudo

Afinal, o coronavírus mudou muito a forma como lidamos com nosso dia a dia. É realmente tão estranho que também tenha afetado a forma como trabalhamos?

Os reais efeitos da Grande Renúncia

E as pessoas podem ser culpadas por tentarem ter uma vida mais plena, cercadas por aqueles que amam? Os efeitos reais da Grande Renúncia provavelmente ainda não foram vistos.

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